Um soldado, aprovado no certame de 2024 após um servidor fazer provas por ele, foi afastado das funções públicas nesta quarta-feira (26)
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Servidores públicos são suspeitos de participação no esquema de fraude no concurso público da Polícia Militar de Pernambuco, realizado em 2024. Uma operação, nesta quarta-feira (26), cumpriu mandados de busca e apreensão contra 12 suspeitos, incluindo um candidato aprovado no certame e que estava atuando como soldado. Ele foi afastado das funções públicas.
As investigações começaram em setembro de 2025, quando duas denúncias chegaram ao conhecimento da Polícia Civil. Uma afirmou que alguns candidatos usaram “dublês”, pessoas com características físicas semelhantes, durante as provas. Outra denúncia indicou um suposto vazamento de informações antes da aplicação.
O delegado Paulo César Pinheiro explicou que a materialidade das denúncias foi comprovada durante a investigação. “A própria banca examinadora fez a coleta de impressão digital e fez a fotografia das salas onde as provas foram aplicadas. Isso ajudou a identificar os suspeitos, além das perícias”, afirmou.
Foram identificados cinco candidatos que pagaram para que outras cinco pessoas realizassem as provas no lugar deles.
Segundo a Polícia Civil, um policial militar de Pernambuco, um policial penal do Ceará e um técnico do Ministério Público da Paraíba (MPPB) estão entre os investigados que se passaram pelos candidatos. “Um outro dublê é um professor de cursinho conhecido e que já foi preso no ano passado ao tentar fraudar o concurso da PM do Ceará”, contou o delegado.
Dois candidatos conseguiram a aprovação na PM de Pernambuco, mas um abandonou o curso de formação porque percebeu que estava sendo alvo de suspeita de fraude. O outro conseguiu se formar e estava atuando em um batalhão da PM no Grande Recife.
Com a deflagração da operação Fora de Forma, todos os servidores públicos identificados e o soldado foram afastados das funções públicas por determinação do Juízo da Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital.
Doze mandados de busca e apreensão também foram cumpridos na operação, incluindo contra dois suspeitos identificados como responsáveis pelo vazamento das provas.
O delegado informou que os suspeitos se mantiveram em silêncio durante os depoimentos. Eles devem responder pelos crimes de associação criminosa e fraude em concurso público.







