Sabatinado pela TV Globo, candidato do PL falou sobre tarifas dos EUA e foi questionado sobre o financiamento de R$ 61 milhões do filme Dark Horse
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O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, participou nesta sexta-feira (28) de uma sabatina promovida pela TV Globo. Ele afirmou que será eleito presidente no primeiro turno, em 4 de outubro.
“Eu não vou perder essa eleição. Eu digo mais, vou ganhar no primeiro turno”, disse.
A declaração ocorreu após ser questionado se respeitaria o resultado das eleições em caso de derrota. O candidato afirmou que respeitará o processo democrático e que irá concorrer “com as regras” da legislação brasileira.
Sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, Flávio afirmou que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), errou ao agradecer ao presidente norte-americano Donald Trump pela aplicação das taxas.
“Ele errou de agradecer em relação às tarifas. O trabalho que ele fez lá para conscientizar, e a decisão quem tomou foi o governo americano e não Eduardo Bolsonaro. Ele não tem nada a ver com isso”, afirmou.
Questionado sobre como conduziria uma negociação com os Estados Unidos para o fim das tarifas, Flávio disse que não colocaria o Pix como moeda de troca. Ao ser questionado sobre ter pedido o adiamento das taxas, e não a suspensão, afirmou que é necessário primeiro “entender a cabeça” de Washington.
Flávio tem atribuído ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Em julho, o senador se reuniu com Trump e afirmou ter pedido o cancelamento da sobretaxação.
Financiamento de Dark Horse
Durante a sabatina, Flávio também foi questionado sobre o patrocínio de R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso por fraudes bilionárias. O candidato classificou o caso como um “livro fechado”, mas não apresentou detalhes sobre o contrato.
“É um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira para quem quiser abrir e ter acesso na hora que quiserem”, declarou.
Flávio disse que não foi errado ter procurado um financiamento privado para o filme, que homenageia o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador disse ainda que Vorcaro não recebeu nenhuma contrapartida por ter feito o patrocínio milionário.
“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado de um filme do próprio pai. Apesar de ser senador, não teve nenhuma contrapartida pelo fato de eu ser senador da República para esse investidor”, afirmou.
Ele continuou usando o argumento de que o investimento feito para Dark Horse era privado e de boa fé por parte de Daniel Vorcaro. Ele também citou patrocínios feitos pelo dono do Banco Master para projetos da Rede Globo.
“Me sinto na obrigação de prestar todos os esclarecimentos porque sou candidato à Presidência da República. Todo o patrocínio que foi feito no filme foi usado no filme”, declarou.
Flávio afirmou ainda que uma perícia teria concluído que não havia dinheiro público envolvido no filme. Apesar disso, durante a entrevista, seguiu sem apresentar detalhes sobre o contrato de Dark Horse e voltou a relacionar as investigações envolvendo o Banco Master ao governo Lula.
Disse também que a perícia já concluiu que não haveria dinheiro público em Dark Horse, porém seguiu sem dar detalhes sobre o contrato.
Enquanto era pressionado, o senador voltou a atribuir o caso das fraudes bilionárias do Banco Master com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Flávio, ele não firmou nenhum contrato com Vorcaro. Segundo o senador, a parte do senador foi autorizar o uso da imagem dele com o banqueiro.
Homenagem a Adriano da Nóbrega
Foi afirmado durante a entrevista que a homenagem dada ao miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 após confronto com policiais, foi feita antes de acusações de que ele chefiava o “Escritório do Crime” no Rio.
“Homenagem foi feita no momento em que ele era um policial reconhecido. Eu conheci ele dentro do Bope. Não tinha feito absolutamente nada de errado. Não tinha nada contra ele nesta época”, afirmou.
Adriano da Nóbrega integrava uma milícia, formada por policiais e ex-policiais, em Rio das Pedras, na zona oeste do Rio. Além da homenagem, Flávio empregou a mãe e mulher do criminoso após ele ser absolvido por homicídio. O miliciano foi morto em confronto com a polícia no interior da Bahia.
Questionado sobre o apoio ao ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) ao governo do Rio, Flávio disse que não faria o mesmo se soubesse das acusações contra o aliado. Em março, Bacellar foi preso por suposta ligação com o Comando Vermelho.
“É muito grave. Se eu soubesse disso, jamais (o apoiaria). Se forem comprovadas as acusações contra ele, é gravíssimo. O nome dele surgiu por uma composição partidária no Rio em que ele estava sendo indicado por um partido que estava na nossa coalizão. Ele tem direito de se defender e de provar a inocência dele, ou não, na justiça”, disse Flávio.







