Candidato busca reduzir a dispersão dos votos entre nomes do campo da direita e ampliar as chances de avançar na disputa contra Lula
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O senador e candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu que eleitores de outros candidatos de direita concentrem seus votos nele já no primeiro turno da eleição presidencial. A declaração foi feita nesta segunda-feira (24), após um encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Ao citar os candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão), Flávio afirmou que esses eleitores deveriam considerar antecipar a escolha para evitar uma eventual vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda na primeira etapa da disputa. “Tenho certeza de que todo mundo que está escolhendo esses candidatos, Zema, Caiado, Renan, não aguenta mais o PT. O Brasil não suporta mais quatro anos do PT. Então, peço a todos que considerem, já no primeiro turno, votar na mudança de verdade”, disse a jornalistas.
A estratégia busca reduzir a dispersão dos votos entre nomes do campo da direita e ampliar as chances de Flávio avançar na disputa. O movimento também ocorre em meio à tentativa de consolidar seu nome como principal alternativa a Lula no primeiro turno, evitando que a divisão entre candidaturas desse campo favoreça o presidente.
Paulo Skaf
Na ocasião, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, evitou declarar formalmente apoio à candidatura de Flávio, mas afirmou que o senador defende valores econômicos compartilhados pela entidade e, por isso, tem a sua “simpatia”. “A Fiesp não é partidária e não fulaniza A, B ou C. Mas esses princípios, para o bem do Brasil, nós defendemos, sim”, declarou. “O candidato que defende esses princípios é o candidato da nossa simpatia, sem dúvida nenhuma.”
Skaf falou após a participação de Flávio na reunião quinzenal da diretoria da Fiesp, na capital paulista. Questionado se repetiria em 2026 o apoio que declarou a Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2022, o presidente da entidade não respondeu diretamente.
Em vez disso, enumerou valores como a defesa de uma economia liberal, um Estado menor, responsabilidade fiscal, juros mais baixos, aumento da competitividade e investimentos em inovação, tecnologia e inteligência artificial.
“Esses princípios, o candidato Flávio Bolsonaro defende, e isso tem a nossa simpatia. Eu não sou a favor de Estado pesado. Não sou a favor de um Estado que fique nas costas dos brasileiros e da sociedade brasileira”, afirmou.
Ministério
Flávio Bolsonaro também citou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques como exemplo do perfil que pretende adotar na escolha de ministros caso seja eleito.
“Vou montar um time de ministros, com homens e mulheres, com a Dani, que está aqui, pessoas competentes, pessoas que não vão se servir do dinheiro público, mas que vão emprestar sua capacidade e sua competência”, afirmou durante o evento Veja Top 30 Melhores Empresas do Brasil 2026, realizado na capital paulista.
Daniella atua como uma das principais coordenadoras da equipe econômica da campanha de Flávio e participa da formulação do plano de governo. Ela é apontada por aliados e integrantes do mercado financeiro como um dos nomes cotados para assumir o Ministério da Fazenda ou uma eventual pasta da Economia.
O candidato afirmou que pretende formar uma equipe com pessoas honestas e preparadas para administrar os recursos públicos. Segundo ele, essas características estariam ausentes no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Uma coisa que está faltando muito neste governo são pessoas honestas, que tenham vergonha na cara quando olham para a situação econômica do Brasil e queiram dar o seu melhor”, declarou.








